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Existo 1

Como? Onde? Quem adotar? Essas são algumas perguntas que os interessados em adotar uma criança ou adolescente fazem antes de dar o primeiro passo nesse sentido. Para ajudar a responder essas e outras questões e dar visibilidade a meninos e meninas que vivem em abrigos, aguardando este oportunidade, é que a Corregedoria Geral de Justiça lançou, nesta quarta-feira (23), o projeto “Eu Existo”, durante a sessão do Pleno do Tribunal de Justiça.

A corregedora geral de Justiça, desembargadora Zeneide Bezerra, explica que o cidadão pode acessar o site do projeto (euexisto.tjrn.jus.br) e conhecer as crianças que estão aptas à adoção. Ela mencionou que no Rio Grande do Norte, mais de 400 pessoas aguardam para fazer a adoção enquanto o número de crianças e adolescentes prontos para serem acolhidos em lares é de 30 meninos e meninas.

“Precisamos mudar a ideia de um perfil que não contempla todas as crianças”, por isso o “Eu Existo” vai fazer com que aqueles que desejam adotar conheçam as crianças e adolescentes que podem ser adotados. No site, há vídeos nos quais esses meninos e meninas se apresentam. Para a corregedora, a sociedade tem uma situação que pode ser solucionada, pois há mais gente para adotar do que as que esperam por este gesto.

Zeneide Bezerra destacou perante os demais desembargadores e o público presente que é preciso dar visibilidade também para os adolescentes que ainda esperam pela adoção. Todos merecem ter uma família, ter sonhos, serem cidadãos de pleno direito, tanto no sentido pessoal como no afetivo. E o site pode contribuir para diminuir o preconceito que ainda existe em alguns setores de sociedade.

Entre as orientações disponíveis há a recomendação para o interessado que pretende adotar comparecer a uma vara da infância e juventude, conversar com psicólogos dessa unidade, fazer o curso preparatório e se a candidatura à adoção for deferida pelo juiz, inscrever-se no Cadastro Nacional de Adoção. E para isso, não é necessário contratar advogado.

A desembargadora lembrou que a Maternidade Escola Januário Cicco dispõe de uma equipe interdisciplinar para atender a mães que desejem entregar seus filhos para adoção. A magistrada mencionou a presença no lançamento do site do diretor da maternidade, médico Luiz Murillo Lopes de Britto, e lembrou que a parceria entre Justiça, Ministério Público e Secretarias de Saúde irá prevenir a prática da entrega de crianças sem os devidos procedimentos legais, que precisam ser obedecidos para proteger as próprias crianças.

Fonte:TJ-RN

 

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