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Eu Existo ALRN

 

Conscientizar a sociedade de que é preciso deixar os preconceitos de lado, pois toda criança, independente do perfil, precisa de uma família. Pensando nisso, a Corregedoria Geral de Justiça do RN lançou, em audiência pública realizada no auditório da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, a campanha “Eu Existo – e quero ser sua família” dentro da Programação da IV Semana Estadual da Adoção. O projeto busca estimular a adoção definitiva de crianças e adolescentes que geralmente não se encaixam nos perfis pré-definidos pelos adotantes, comumente chamadas de adoções necessárias. A sessão foi presidida pela deputada Cristiane Dantas, na quarta-feira (23) que iniciou o evento destacando o aumento do número de adoções. De acordo com os dados da 2ª Vara da Infância e Juventude de Natal, na capital, esse número cresceu 25% nos últimos três anos.

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“Você não adota pela cor da pele, pelo cabelo ou pela cor dos olhos. Você adota pelo coração.”, destacou a desembargadora Zeneide Bezerra, corregedora geral de Justiça do RN e responsável pelo projeto. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, atualmente o número de pretendentes no Rio Grande do Norte é superior a 400 pretendentes à adoção, enquanto a fila de espera conta é superior a 40 crianças aptas a serem adotadas. Sendo assim, porque essa fila ainda existe? Para a magistrada, as adoções tendem a aumentar se os adotantes eliminarem as restrições de perfis.

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Juiz de direito do TJPR e autor do livro “Direito à Convivência Familiar da Criança e do Adolescente: Direitos Fundamentais, Princípios Constitucionais e Alternativas ao Acolhimento Institucional”, Sérgio Luiz Kreuz foi convidado a falar sobre Acolhimento Familiar, método implantado em alguns municípios paranaenses, que defende o abrigamento de crianças e adolescentes em casas das chamadas “famílias acolhedoras”.

Esse modelo de acolhimento consiste em ceder a guarda da criança a uma família que se dispõe a cuidar do menor até que ele consiga adoção definitiva. O magistrado alerta que o acolhimento institucional muitas vezes gera consequências negativas no desenvolvimento do acolhido, dentre elas, impede que a criança crie vínculos afetivos. “A vantagem de abrigar uma criança com uma família acolhedora é que a criança cresce num ambiente familiar. É importante ressaltar que as famílias são previamente selecionadas para acolher individualmente cada criança”.

Também fizeram parte da audiência a presidente em exercício do Tribunal de Justiça do RN, desembargadora Judite Nunes, o juiz de direito José Dantas de Paiva, responsável pela Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude, o vice-presidente do Projeto Acalanto, Francisco Cláudio Medeiros Júnior e o representante da OAB e membro da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional da OAB/RN, Felipe Melo.

Opção pelo amor

A sessão foi finalizada com o depoimento emocionante de Daguia Santos, trabalhadora autônoma que há dois anos adotou Maria Victória, criança portadora de microcefalia. Motivada pelas dificuldades que vivenciava diariamente durante o tratamento médico da filha, Daguia reuniu um grupo de mães que se tornaram companheiras de luta, dessa forma, criou a Associação de Mãe Especiais (AME). “Você não precisa ter dinheiro pra adotar uma criança, basta ter muito amor. Não importa a cor ou a capacidade física. Maria Victoria transformou minha vida. O mesmo amor que tenho pelo meu filho, que nasceu de mim, eu tenho por ela”, ressaltou.

Para saber mais informações sobre o projeto Eu Existo (euexisto.tjrn.jus.br)

Fonte: Site TJRN

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