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padrinhos bispo

A Corregedoria Geral de Justiça se reuniu, na última terça-feira (26), com o arcebispo metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, para apresentar o Projeto Padrinhos, iniciativa do Poder Judiciário potiguar que institui o apadrinhamento pela sociedade de crianças e adolescentes que vivem em casas de acolhimento. A iniciativa busca proporcionar apoio afetivo, material e profissional a esses jovens.

O projeto foi apresentado pelo juiz corregedor Diego Cabral e permite que a sociedade civil tenha ferramentas legais para prestar apoio afetivo, profissional e/ou de provimento às crianças e adolescentes que aguardam por uma nova família.

“A ideia é que o arcebispo tenha conhecimento de um programa institucional do Poder Judiciário, podendo divulgar perante a comunidade católica do estado. Nesse momento inicial teremos uma divulgação junto aos párocos das comarcas de Natal e Parnamirim, que são aquelas que inicialmente estão sendo contempladas pelo projeto-piloto do programa”, relatou a coordenadora da CGJ, Karine Symonir.

A Corregedoria ressalta que o apadrinhamento não implica na adoção dessas crianças e adolescentes, mas é uma estratégia para a construção de um ambiente emocionalmente saudável para aqueles que esperam um lar definitivo.

Interessados em participar do projeto devem preencher cadastro disponível no site do projeto Padrinhos.

O projeto é coordenado pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (CEJAI-RN) e conta com a colaboração de Grupos de Apoio a Adoção (organizações da Sociedade Civil), Acalanto Natal e Grupo Afeto de Mossoró.

Modalidades de apadrinhamento

Afetivo - é aquele no qual o padrinho/madrinha visita regularmente o afilhado, podendo buscá-lo para passar finais de semana, feriados ou férias escolares em sua companhia, proporcionando-lhe desenvolvimento pessoal e afetivo, revelando possibilidades de convivência familiar e social saudáveis que gerem experiências gratificantes.

Profissional - é aquele no qual o padrinho/madrinha, pessoa física ou jurídica, por meio de ações de responsabilidade social junto às instituições de acolhimento, cadastra-se para atender às crianças e aos adolescentes participantes do programa, conforme sua especialidade de trabalho ou habilidade, apresentando um plano de atividades, devendo seguir as regras para o voluntariado (Lei nº 9608/1998). Nessa modalidade o padrinho obrigatoriamente necessitará passar por uma formação específica.

Provedor - é aquele no qual o padrinho/madrinha, pessoa física ou jurídica, dá suporte material, financeiro ou por meio de serviços ao afilhado. Nessa modalidade o padrinho/madrinha não tem contato com seu afilhado. Contudo, possui acesso aos resultados do que é provido.

Assim, como exemplos práticos, ao se tornar um padrinho ou madrinha, quem integra o projeto poderá - de acordo com a modalidade - proporcionar uma tarde de brincadeiras, ida ao cinema, passeios, ser a referência de vida do acolhido; fazer a doação de material escolar, prover práticas esportivas ou assistência médica; ajudar o afilhado conforme sua especialidade de trabalho ou habilidade (um professor poderá dar aulas de reforço ao afilhado em disciplina de sua especialidade).

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