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O Poder Judiciário do Rio Grande do Norte ganhou nesta segunda-feira (2) o reforço de nove juízes substitutos. Aprovados no concurso da magistratura homologado em fevereiro de 2016, os novos magistrados foram empossados em sessão solene realizada no Pleno do Tribunal de Justiça, conduzida pelo desembargador João Rebouças, presidente do TJRN. Eles participarão do 4º Curso de Formação Inicial de Magistrados, realizado pela Escola da Magistratura (Esmarn), e em seguida atuarão em comarcas do interior do estado.

Na presença dos desembargadores que compõem o Pleno do TJRN, familiares, amigos e autoridades, tomaram posse hoje como juízes substitutos os nomeados: Simielle Barros dos Santos; Wilson Neves de Medeiros Júnior; João Makson Bastos de Oliveira; Ruth Araújo Viana; Nilberto Cavalcanti de Souza Neto; Rachel Furtado Nogueira Ribeiro Dantas; Silmar Lima Carvalho; Pablo de Oliveira Santos; e Mayana Nadal Santana Andrade.

Prestigiaram a solenidade, o presidente da Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (AMARN), juiz Herval Sampaio Júnior; o procurador geral de Justiça, promotor Eudo leite; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio Grande do Norte, advogado Aldo Medeiros Filho; e o defensor público geral do Estado, Marcus Vinícius Alves, entre outras autoridades.

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Ao empossar os magistrados nomeados, o presidente João Rebouças lembrou de sua própria posse como juiz substituto, em 1º de março de 1985, quando ouviu do então presidente do TJRN, desembargador Danilo Barbalho Simonetti, que “a magistratura é como um sacerdócio, é uma vocação e, por isso, a remuneração sempre deve estar em segundo plano”.

João Rebouças destacou não ter sido possível fazer as nomeações, anteriormente, em virtude da grave crise financeira vivenciada pelo Poder Executivo e pelos demais poderes e órgãos do Estado do Rio Grande do Norte e que somente se concretizaram “na 25ª hora, em face a imposição da Lei de

Responsabilidade Fiscal”. Por outro lado, disse que há interesse público no ato e que o Tribunal deixará de pagar por substituições em comarcas vagas. Agradeceu o apoio do Tribunal de Contas e do Ministério Público para viabilizar as nomeações.

Para o presidente, “os magistrados recém-empossados, integrarão um time de vencedores. O feito alcançado pelos candidatos aprovados no certame, dentre eles os ora empossados que deixaram para trás centenas de candidatos, é motivo de orgulho pessoal e familiar para todos eles”.

“A nossa Justiça Estadual é composta de magistrados e servidores dedicados, capazes e operantes. Foi construída historicamente por pessoas que a acreditaram que poderiam fazer algo melhor, que poderiam abandonar velhas fórmulas e ritos e elaborar um projeto capaz de aperfeiçoar de acelerar a entrega de prestação jurisdicional”.

O desembargador João Rebouças recordou que ao iniciar a sua carreira não existiam fóruns na maioria das comarcas e os processos judiciais tramitavam perante os cartórios extrajudiciais, cujo controle era registrado em fichas dentro de caixas de sapatos, e que tudo era datilografado em máquinas de escrever, utilizando-se folhas de carbono para se obter cópias durante as audiências. “Vocês irão receber quase tudo pronto: instalações razoavelmente bem equipadas; informatização de última geração; estrutura para aperfeiçoamento de magistrados e servidores através da nossa Escola da Magistratura”.

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O presidente do TJRN destacou as ações para melhoria do serviço prestado pela Justiça potiguar, elencando iniciativas como a digitalização de processos e o uso de inteligência artificial para automatizar e dar celeridade a procedimentos.

Judiciário se fortalece

“Hoje, agradecemos a oportunidade de fazer parte do TJRN e assumimos aqui, perante vossas excelências e perante toda a sociedade, o compromisso de confirmar, com nosso trabalho, abdicação e empenho, que essa foi a melhor decisão que poderia ter sido tomada”, afirmou a juíza Simielle Barros dos Santos, ao discursar em nome dos novos integrantes da magistratura potiguar, sobre a nomeação dos juízes pelo presidente João Rebouças no último dia 31 de janeiro. “É, certamente, a decisão que fortalece o Judiciário enquanto Poder e que propiciará uma prestação jurisdicional de qualidade nos lugares mais necessitados”, completou.

Em seu discurso, a juíza Simielle Barros falou da caminhada árdua e da espera até a concretização de um sonho, com a solenidade de posse. Natural de Sergipe, ela atuava até então como analista judiciária no TJSE. “Tivemos que aprender a refazer os nossos planos por diversas vezes; a ter humildade para perceber que nem tudo está em nossas mãos; a ter resiliência para seguir firme apesar de todas as adversidades; e, principalmente, a ter mais fé nos desígnios de Deus”.

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Dirigindo-se aos colegas, Simielle pediu sensibilidade e humildade para exercer a função jurisdicional, “reconhecendo que, por trás de cada processo, há pessoas que também aguardam por uma decisão que pode mudar o rumo de suas vidas”. Disse ainda que os juízes precisam ser humanos e que não podem jamais se distanciar da realidade que aflige a população. “É necessário que o juiz se aproxime da realidade do outro, compreendendo o sofrimento e a angústia daquele que clama pela intervenção do Poder Judiciário”.

“A cada dia de trabalho, devemos nos lembrar que estamos aqui para prestar um serviço de excelência e, principalmente, para acolher aqueles que mais precisam da proteção estatal”.

O juiz Wilson Neves de Medeiros Júnior foi o responsável por ler o compromisso legal, em nome dos demais empossandos. Antes defensor público no Estado de Rondônia, o paraibano ressaltou que espera que a atuação dos novos juízes “possa trazer melhoras na qualidade do serviço e na produtividade do Judiciário, buscando alcançar índices e metas que demonstrem esse desempenho”.

Na sequência, cada um dos novos juízes assinou o termo de posse e recebeu a toga de um familiar.

 

Resultados

O dirigente do Poder Judiciário potiguar ressaltou que o TJRN recebeu o Selo Prata no Prêmio CNJ de Qualidade 2019, entre três tribunais do Nordeste, fruto de um esforço mais amplo de prestação de serviços por parte do TJ potiguar, resultado de um trabalho sólido e extenuante por parte de seus magistrados e funcionários, apesar do déficit de pessoal, uma vez que opera com cerca de 2/3 de sua força de trabalho, acrescida à continuidade administrativa e à observância a um planejamento estratégico seguido pelas administrações que se sucedem, somatório esse que permitiu os êxitos obtidos.

Segundo o presidente, o que se vê, é que o Poder Judiciário Estadual, dentro de sua autonomia constitucional e financeira, avança na melhoria de suas atividades e tem feito sua parcela para a redução de sua participação nas receitas do Estado, inclusive incrementando receitas próprias.

João Rebouças ressaltou que é preciso se ajustar aos novos tempos. “Valorizar o trabalho sério e responsável de quem se empenha para vencer as dificuldades da profissão, busca soluções criativas para superar as carências materiais e humanas e cria boas práticas na atividade judicante com vistas a melhorar a qualidade da prestação jurisdicional”.

“Sem a busca da qualidade no serviço público, não há respeito aos cidadãos que constituem o Estado e a quem o Estado deve servir. O Estado é constituído pelo povo para servi-lo, daí porque as instituições criadas precisam ser transparentes, efetivas e eficazes”.

Fonte: TJRN/SECOMS

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