corregedoria.tjrn.jus.br
corregedoria.tjrn.jus.br
corregedoria.tjrn.jus.br

 

A Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional do Rio Grande do Norte (Cejai/RN) está atuando para efetivar mais uma adoção envolvendo uma criança potiguar. Desta vez, um garoto de 9 anos de idade que está há quase dois anos em situação de acolhimento, sem possibilidade de retorno a família biológica ou extensa. Um casal residente na Itália foi habilitado pela Comissão em março e vem utilizando o sistema de videoconferência para iniciar seu contato com a criança. O quarto encontro virtual entre eles foi realizado na última quarta-feira (27), na Corregedoria Geral de Justiça (CGJ).

A videoconferência vem sendo usada com o objetivo de colaborar com o estabelecimento de vínculo entre o casal italiano e a criança candidata à adoção. Na esfera judicial, o Juízo da 1ª Vara da Infância de Natal aguarda parecer do Ministério Público sobre o início do estágio de convivência entre a criança e os pretendentes. Nessa fase, os pretendentes passarão 30 dias com o garoto no Brasil para que seja avaliado se há realmente a formação de um vínculo socioafetivo entre eles.

Nesse ínterim, a Cejai pretende realizar videoconferências semanais até a chegada do casal ao Brasil. A avaliação é de que a ferramenta contribui significativamente para o fortalecimento do processo de familiarização e está diminuindo a ansiedade da criança sobre a adoção.

A juíza auxiliar da Corregedoria, Adriana Santiago, é secretária executiva da Cejai/RN e afirma que a videoconferência foi muito bem sucedida para aproximar o acompanhamento da criança com os pretendentes à adoção. “Serve para aproximar, diminuir a distância, se familiarizar com a nova língua. É uma etapa que precede o estágio de convivência e que facilita para amenizar a expectativa sobre a fase presencial”.

A servidora da Co, Sandra Targino, relata que os laços entre o menino e o casal italiano começaram já na primeira videoconferência. “Observamos a afinidade entre eles nas conversas, na liberdade que era concedida para a criança se expressar. Eles entendiam quando a criança se assustava ou ficava em silêncio”, aponta.

Expectativa

A assistente social Nadja Arruda, da unidade de Acolhimento Municipal - SEMTAS II , acompanha o caso e explica que o garoto chegou na unidade de acolhimento aos 7 anos, acompanhado de dois irmãos menores, após denúncias contra os pais ao Conselho Tutelar sobre maus tratos, violência, negligência, abandono material e intelectual.

Desde então, o menino ansiava por uma família, expressando o desejo em ter um pai e uma mãe, ao mesmo tempo em que demonstrava grande receio se seria realmente adotado, em razão de sua idade.

Nadja Arruda aponta que muitas das expectativas da criança foram atendidas já na primeira videoconferência, quando o menino visualizou o casal e viu que o seu sonho poderia se concretizar.

A assistente social destaca o trabalho da CEJAI como fundamental para esse processo de familiarização.

 

Fonte: Site do TJRN

Scroll to top